terça-feira, 17 de junho de 2008

A vergonha nossa de cada dia.

Ontem estava assistindo um programa na televisão e diante da matéria que estava indo ao ar, a revolta se estampou em meu rosto. O assunto em questão era a cesta básica, composta de basicamente 24 itens que deveriam sustentar uma família de seis pessoas, dois adultos e quatro crianças por um mês. Pra quem não sabe a cesta básica hoje chega a custar em algumas cidades R$291,19 e só pra lembrar o salário mínimo é hoje R$415,00. Ou seja, a cesta básica já compromete mais da metade do salário mínimo. Bem, o que a reportagem da TV fez foi simples, dividiu o valor da cesta em seis, sobrando assim incríveis R$48,53 e a experiência foi: um adulto passar um mês comendo só alimentos da cesta básica e com o valor acima. O resultado foi obviamente catastrófico, além de mudanças bruscas de humor, insônia, palidez, icterícia, o cara perdeu nada menos do que 8 quilos em 30 dias. A pergunta é: como as milhares de pessoas do Brasil que vivem disso conseguem se manter? Alguém pode pensar que conhece pessoas que vivem de cesta básica e são até gordinhos. Eis ai a questão, pessoas que passam necessidades e obesos? A explicação é simples, os alimentos mais baratos da cesta são justamente os que mais engordam: açúcar e farinha de trigo. Logo pode até parecer que essas pessoas estão bem, mas na verdade estão desnutridas. Diante dessa dura realidade a gente se revolta, com os roubos, lavagem de dinheiro, mensalão, dossiê. Falta dizer: Gostaria que todos os ministros, deputados e governadores vivessem alguns meses de cesta básica, se em um mês um adulto perdeu 8 quilos, de repente em uns cinco meses todos eles simplesmente desaparecessem e enterrassem com eles tanta vergonha.

domingo, 15 de junho de 2008

Homofobia é Crime.

A palavra que não quer calar é: homofobia, aversão e medo mórbido irracional, desproporcional persistente e repugnante da homossexualidade ou de se tornar homossexual. Mais especificamente a Homofobia caracteriza o medo e o resultante desprezo pelos homossexuais que alguns indivíduos sentem. Para muitas pessoas é fruto do medo de elas próprias serem homossexuais ou de que os outros pensem que o são. O termo é usado para descrever uma repulsa face às relações afetivas e sexuais entre pessoas do mesmo sexo, um ódio generalizado aos homossexuais e todos os aspectos do preconceito heterossexista e da discriminação anti-homossexual. Por mais que as pessoas do mundo de hoje se digam e se julguem desprovidas de tal preconceito, ele se estampa no rosto de cada um diante de uma situação real de estar cara a cara com tal situação. Nessa semana que passou, a mídia divulgou a história do primeiro casal de militares brasileiros a assumir sua homossexualidade. Os sargentos Laci Marinho de Araújo e Fernando Alcântara de Figueiredo assumiram que há mais de 10 anos tem uma relação sólida e estável. Por que tanto alvoroço? Com certeza por se tratar do exército brasileiro, se os dois fossem por exemplo duas personalidades de hollywood, essa revelação não iria causar tanta polêmica. É como uma afronta direta a masculinidade, aos princípios e a ética dos homens machos do exército. O que importa dizer é que ninguém escolhe ser , sentir e amar, seja quem for, aonde for. Acredito que a maioria de nós já esteve em uma situação em que teve que testar seus princípios e preconceitos, diante de uma situação similar em que encontramos em algum lugar público um casal de homossexuais, as reações são as mais variadas. Alguns não conseguem disfarçar a raiva, outros não param de olhar, outros fazem de conta que não estão vendo nada, os que fazem piada e debocham, mas no meio de todo esse turbilhão de reações existem as pessoas como eu, ou quem sabe como você. Que sinceramente só desejam que essas pessoas sejam felizes com a condição que escolheram e que acabam se incomodando com a maneira com que os demais as estão tratando. Afinal somos todos iguais, com livre arbítrio e todos merecemos encontrar a felicidade, seja com quem for, do jeito que for. O amor vence qualquer preconceito.